Faça o simples

Comecei a programar bem cedo, em 1985, num TK-2000. Naquela época tinha que se virar com meros 48 KB (isso mesmo, não são 48 MB) de memória RAM e talvez por isso aprendi a fazer programas enxutos.

Lembro que quando trabalhava com Clipper, tive que criar um módulo de abertura/fechamento de tabelas do BD, pois se ficasse com muitas tabelas abertas simultaneamente dava problema de falta de memória. Assim, o programa ficava monitorando as tabelas, e cada vez que uma era aberta, subia uma posição na fila. As que ficavam no final da fila, abaixo de um determinado limite, eram fechadas automaticamente.

Em sistemas maiores, sempre tem quem tente cercar todas as possibilidades: "e se, o usuário quiser, mais tarde, um relatório por filial", "e se, no futuro, for preciso aplicar uma correção na tabela XYZ", "e se, ...".

Reparem que são suposições ("e se") projetadas para um momento que não se sabe se ocorrerá ("mais tarde", "no futuro"). Mas atenção: em momento algum disse que não é preciso prever certas situações. Pelo contrário, o bom analista/programador precisa saber distinguir essas situações. Mas é preciso ficar atento à, digamos, preparação do código para novas funcionalidades. Isso pode gerar, no mínimo, tempo gasto sem necessidade.

Para saber mais: Curiosity e suas 2,5 milhões de linhas de código


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