Huguinho e a Brasília laranja

Na época da faculdade, Huguinho normalmente ia de ônibus, mas às vezes ia de Brasília laranja. Como esta:
Bom, na verdade não era exatamente como essa, pois na do Huguinho, um dos bancos era sustentado por um cabo de enxada. O chão era, digamos, panorâmico (era tanta ferrugem que dava para ver o asfalto). E também tinha uma outra característica bem peculiar: dava para tirar a chave da ignição com ela em movimento. Ah sim, acima de 100 km/h o capô erguia automaticamente!

Quando estava a menos de 500 metros da Univali, em Itajaí, Huguinho sentiu o cheiro de fumaça, e parou o carro de imediato. Nesse momento, ele observou a fumaça saindo da tampa do motor, que fica na parte traseira do carro. Rapidamente, desceu do carro, abriu a tampa externa e retirou a tampa do motor. Com mais oxigênio, não podia ocorrer outra coisa: o fogo se alastrou rapidamente.

Huguinho usou o extintor (sim, ela [a Brasília] tinha extintor!) e depois mais outros dois, até que os bombeiros chegaram e debelaram o fogo. Enquanto o bombeiro apagava as chamas, já indicou o cunhado do amigo do primo, que compraria a Brasília naquele estado. Mas Huguinho não queria abrir mão desse carro e mandou consertar. Foram gastos R$ 1.500,00. Se você acha pouco, é porque não sabe que o carro estava avaliado em R$ 1.500,00!

Mais uma coisa: ao abrir a tampa do motor, Huguinho queimou dois dedos da mão esquerda.

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