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A incrível velocidade do Go

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Um dos motivos que gosto do Go (a linguagem de programação, não o jogo), é que ele é extremamente rápido. E não estou falando de utilizar goroutines pois aí é covardia. Estamos migrando um sistema de Coldfusion para Go e PHP e uma das rotinas insere um registro no banco de dados no início e outra no fim do processo. Pense como se fosse um log, mas um log específico para essa rotina. Dessa forma: 2023-05-18 17:45:03. 687     ... [processaImagem] Incorporando imagem 2023-05-18 17:45:03. 688     ... [processaImagem] Imagem incorporada Entre o inicio e o final do processamento levou 1ms. Até aí, tudo bem, se não fosse o fato dessa tabela ter o campo timestamp como parte da chave primária. Se reparar, o tempo é definido em milissegundos. Com o Coldfusion esse processo dura cerca de 20ms. Simplesmente migrando para Go, o tempo caiu muito, para menos de 1ms e assim, começou a dar erro de chave duplicada. A solução? Depende, sempre depende. No nosso contexto, a mais simples foi feita, pois nã

Armazenamento, mídia e formatos

Você sabe qual é o arquivo mais antigo que você possui? Resolvi olhar os meus backups mais antigos e encontrei alguns (JPG, TXT, DOC) de 1994, mas o que me chamou a atenção foi um arquivo com a extensão .IMP de 1997. Ou seja,  o falecido tem (tinha?) 14 anos. Falecido porque não sei (nem o Windows) que extensão é essa. Ou seja, não consigo abrir o arquivo. Pelo que lembro era um compactador que gerava essa extensão. Que maravilhas eu tenho guardadas ali? Nem imagino. Tá, imagino sim, somente as fotos das suecas nuas, das japas de salto alto, das ..., bom, melhor deixar pra lá.

Esse problema de não conseguir abrir mais determinados arquivos é real. Lógico que formatos mais comuns tendem a ter visualizadores, conversores, etc. Mas você consegue imaginar o que pode ocorrer daqui há 50, 70, 100 anos? Será que os arquivos do Word ainda serão abertos, até mesmo pelo próprio Word? Isso se o mundo não acabar em 2012.

Outro ponto que precisa ser levado em consideração é o tempo de vida da mídia que armazena o arquivo. Veja a tabela a seguir, retirada de um estudo da Digital Preservation Coalition.
Resumo da ópera: considerando a temperatura média como 20ºC e a umidade relativa do ar em 40%, nossos backups armazenados em DVD vão durar apenas 20 anos.

Mas não é tão simples (nunca é). Na verdade, acredito que outras variáveis sejam tão importantes quanto umidade e temperatura. Vejam o exemplo: comprei meu primeiro  CD em 1981, o álbum The Boys Light Up, do mítico Australian Crawl, e até  hoje ele está impecável. São 30 anos ouvindo centenas ou milhares de  vezes. (Comprei o CD por US$ 25,00 (uma pequena fortuna na época), e não tinha nem onde reproduzi-lo. Somente alguns anos depois comprei um discman.)
Existe alguma maneira de "perpertuarmos" nossos arquivos? Não sei. Mas podemos dar uma ajudazinha, salvando os arquivos em vários formatos e midias diferentes. Também seria interessante a cada período de 50% de durabilidade da mídia, efetuar outra gravação, em outra mídia, é lógico.

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