Não é um país sério - parte 3

Hoje pela manhã um amigo comentou "vocês já notaram que o brasileiro está sempre rindo quando é entrevistado sobre alguma coisa de errado?" - no caso era sobre os altos preços cobrados pelas lanchonetes nos aeroportos mas poderia ser sobre suborno, corrupção, etc.

Se você acha caro, não compre. Se comprar (até porque em certos aeroportos não existem muitas alternativas), fique revoltado. Aí tudo bem. Agora, ficar rindo(!?), me desculpe mas não concordo.

Quem já não viu comentários do tipo: "Ah, esse prefeito rouba mas faz. Prefiro esse do que o outro". Errado! Não prefira nenhum, vote em outro, se não tiver nenhum confiável, vote em branco, nulo, crie um partido político, sei lá, mas não compactue com eles.

Uma vez li uma matéria sobre porque os Estados Unidos são o que são (ou eram). Eram 7 tópicos, mas resumia-se ao fato de que o povo americano não espera que o governo faça tudo por eles. Acho que isso define bem o que ocorre aqui. Sempre esperamos tudo de braços cruzados. Sempre achamos que o governo vai colocar mais policiamento, melhorar a educação, construir mais hospitais. Como cidadãos temos certas limitações, mas também não precisamos ficar rindo (literalmente).

Quando alguém "dá um jeitinho" devia se envergonhar e não se orgulhar. Mas infelizmente não é o que ocorre. Até mesmo Charles Darwin, quando esteve no Brasil, em 1832, já alertou sobre essa mania.

Acho que a série de postagens "Não é um país sério" não vai acabar tão cedo. Infelizmente.

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