Artigo 8 - Compressão de dados

(Publicado originalmente entre 1994/95)

Provavelmente a compressão de dados surgiu da necessidade de se armazenar grande volume de dados em pouco espaço - vale a pena lembrar que o Bug do Ano 2000 é decorrente desta limitação que existia nos micros até a pouco tempo atrás.

Quando digitamos um documento em qualquer editor de textos, normalmente utilizamos cerca de 96 caracteres de um universo de 256, ou seja, 38%. Que representa um "desperdício" de 62%. Desses 96 caracteres, 14 letras (A, S, E, D, R, O, I, U, N, C, M, T, P, L) mais o espaço em branco representam cerca de 90% de um texto. Então, utilizamos os caracteres que aparecem com mais frequência com o menor número de bits (zeros e uns) possível. Na prática, essa técnica permite uma compressão em torno de 45%, dependendo do texto. Mas essa é somente uma das técnicas empregadas na compressão de dados, inclusive alguns algoritmos verificam qual a melhor técnica a ser utilizada em determinado tipo de dados.

Outras técnicas procuram sequências repetidas de letras, ou ainda, de bits, e representam as sequências mais repetidas também com o menor número de bits possível. Quando os dados a serem comprimidos são imagens que não necessitem de alta qualidade e sim grande velocidade no processo compressão/descompressão, o algoritmo utilizado é voltado mais para a velocidade e não tanto para a taxa de compressão máxima, deixando assim, a qualidade final da imagem comprimida/descomprimida um pouco comprometida. Isso é bastane utilizado na Internet, onde a velocidade nas animações é essencial.

Os compactadores de dados têm diversas utilidades:
permitem aos usuários levar (em alguns casos) arquivos com mais de 1.44MB, em apenas um disquete;
torna as transmissões via modem diversas vezes mais rápida;
agiliza o backup (cópia de segurança);
quando a compressão de dados é utilizada com senhas, mantém a privacidade dos dados
diminui o espaço utilizado nos discos rígidos, principalmente dos programas ou dados pouco utilizados.

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